
Introdução
Já se passou algum tempo desde o lançamento deste jogo, mas só agora tive a oportunidade de jogá-lo e zerá-lo. E como foi difícil esperar por essa oportunidade. Metal Gear Solid 4 foi o principal motivo de eu ter escolhido comprar um PlayStation 3, ao invés de algum de seus concorrentes, e não me arrependo nem um pouco desta escolha.
Tudo tem um fim
Metal Gear Solid 4 marca o fim da aventura de Solid Snake, agora chamado de Old Snake, que passou por maus bocados durante toda sua vida. Você pode achar estranho o personagem ter ficado velho em tão pouco tempo, já que se passaram apenas 5 anos desde os acontecimentos do segundo jogo, onde Snake ainda estava em plena forma física. Mas o problema é que uma mutação ocorreu nas nanomachines em seu corpo, e assim, acelerou seu envelhecimento.

E consequentemente, leva ao fim sua história, já que em breve estará morto. O interessante deste game é que tudo é explicado, qualquer ponto que tenha ficado duvidoso, agora não é mais. Tudo vai se encaixando perfeitamente, de forma muito bacana. E o mestre Kojima sabe bem a hora de esclarecer as coisas, e claro, sempre reserva algumas surpresas aos jogadores, como a aparição no final de… É, não vou falar, você tem que jogar pra ver, já que eu seria espancado aqui se eu falasse pra alguém que ainda não jogou
Mas resumindo a história, tudo acontece com o objetivo de parar Liquid, que ‘possuiu’ o corpo de Ocelot, e que tem como objetivo dominar o sistema dos Patriots, e assim criar seu Outer Heaven, como Big Boss gostaria. Mas depois de algumas revira-voltas e revelações, mais especificamente uma no final do jogo, vemos que o plano de Liquid não era bem esse.
O que vale observar é que tudo é contado e mostrado magistralmente, ou seja, tudo acontece na hora que deveria acontecer, e de uma forma que simplesmente satisfaz o jogador, é justamente o que ele gostaria.
Personagens marcantes
Os gráficos do game são muito bonitos, tanto os cenários como o rosto dos personagens, que ficaram muito bem detalhados. O ambiente do Oriente Médio é tudo muito bem feito, as paredes, o chão, os veículos. Praticamente tudo está muito bem detalhado, bem definido. Já os outros cenários acho ainda mais fantásticos, principalmente a fase que se passa em Shadow Moses, cenário do primeiro jogo.
O visual dos personagens é outro ponto bacana, posso ressaltar a roupa da Meryl por exemplo, que gostei bastante, e também a armadura do Raiden, que ficou estranha mas mesmo assim, muito show. Aliás, o Raiden nesse jogo tá muito loco, sua habilidade com a espada aumentou consideravelmente, e que bacana as cenas em que ele aparece destruindo tudo, com apenas a espada em mãos, ou na boca.

Uma das qualidades da série Metal Gear Solid é o foco nos personagens, e a personalidade de cada um. As emoções e objetivos de cada um é bem detalhado, e faz o jogador se sentir mais próximo, e assim se identifica mais com o personagem. Um dos momentos mais marcantes disso é na luta entre Snake e Liquid Ocelot, onde Liquid assume como se fosse a personalidade de cada um de seus personagens ao longo da série, ou seja, primeiro ele é Liquid, como se fosse no primeiro jogo, depois já é meio Ocelot, meio Liquid, como se fosse no segundo jogo, e depois é Ocelot quando jovem, como se fosse no terceiro jogo. E nesses momentos, a cada mudança tem a música mais marcante de cada um dos jogos da série. Durante essa luta, outra observarção é o cenário atrás, que mostra um pôr do sol fantástico.
Jogabilidade clássica e renovada
A jogabilidade continua a mesma, mas com muitas inovações interessantes. É possível fazer tudo o que era possível anteriormente, pressionar contra a parede, agaixar, deitar, andar deitado, usar CQC, tudo… Mas com algo a mais, como por exemplo ao se usar armas, o que agora ficou bem mais fácil, se assemelhando a um jogo de tiro normal. Mas é claro que por muitos lugares não é necessário sequer atirar, já que como nos outros jogos, pode-se passar pelas fases sem ser percebido. Inclusive, ainda pode-se usar as famosas caixas, e agora tambores.

Assim como na luta entre Snake e Liquid, há um momento muito marcante durante o ato 3. É uma perseguição que mais parece cena de filme. O interessante aqui, além da perseguição super empolgante, é que você tem controle do personagem e pode atirar, como também pode assistir (mas nesse caso talvez você morra), explicando melhor… A perseguição começa, e se você aperta L1 (botão de mira da arma), a câmera muda para a mira da arma, onde você pode atirar nos inimigos, e quando você solta o botão a perseguição continua em uma câmera cinematográfica, o que é fantástico, principalmente em momentos de câmera lenta.
Conclusão

Metal Gear Solid 4 é pra mim o maior jogo de todos os tempos. Ele tem tudo o que eu espero de um jogo, história excelente, jogabilidade ótima, gráficos fantásticos, músicas muito boas e personagens marcantes. Existem momentos do jogo que são únicos, são uma experiência que todo jogador deveria sentir, mas entendo que nem todos gostam do jogo. Se por acaso você quer jogá-lo sem ter jogado os anteriores, sugiro a não fazer isso, pois sem conhecer a história é bem provável que não goste, já que como nos outros jogos da série, existe muita conversa, o que na minha opinião não atrapalha nem um pouco.
Mas para apontar um defeito no jogo eu consigo apontar apenas um… A instalação de conteúdo que deve ser feita a cada capítulo. Se por exemplo você tem vários saves, e atualmente está no terceiro capítulo, mas quer rever uma cena do primeiro capítulo através de um de seus saves, ao carregar o save o jogo irá instalar conteúdo para o primeiro capítulo novamente. Portanto, este é o único incoveniente do game.
Notas:
Som – 10
Gráficos – 10
Jogabilidade – 10
História – 10
Total – 10 -> Cara, é Metal Gear Solid!
O que tem de bom
Excelente história, gráficos, música, personagens. Enfim, tudo.
O que tem de ruim
Instalações de conteúdo.